TSE aceita pedido de Bolsonaro e manda remover trecho de propaganda de Lula

Na peça, a campanha petista associava fala pró-armas de Bolsonaro com episódios de violência por armas de fogo

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A ministra Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da campanha de Jair Bolsonaro (PL) e mandou retirar trecho de uma propaganda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associa o atual presidente à violência armada.

No trecho questionado pela equipe jurídica da campanha bolsonarista, a peça publicitária associa uma fala do presidente a favor da facilitação do acesso a armas de fogo com episódios de violência causadas por essas armas.

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O trecho se refere a um corte da reunião ministerial de Bolsonaro que acabou vindo a público pela acusação feita pelo ex-ministro Sergio Moro de que teria havido uma demonstração de interferência na Polícia Federal por parte de Bolsonaro. “Eu quero todo mundo armado”, afirma Bolsonaro na ocasião.

O PT usou esse trecho da fala do presidente e, em seguida, mostrou o que a campanha de Bolsonaro chamou de “uma sucessão de imagens grotescas de bandidos executando pequenos comerciantes; mulheres sendo agredidas e até crianças disparando contra adultos”.

A ministra entendeu que “as imagens veiculadas de pessoas armadas na rua e no interior de imóveis, de criança manuseando arma de fogo, de violência contra mulher e atuação do crime organizado estão descontextualizadas da fala do candidato, destacada no início da peça publicitária, que se limita a dizer que ‘Eu quero todo mundo armado’, em razão da sua conhecida pauta armamentista”.

“Na referida fala não há qualquer referência à colocação de arma de fogo em mãos de criança, violência urbana ou contra a mulher, incentivo ou benevolência com crime organizado”, completou a ministra.

Gallotti considerou haver “flagrante descontextualização” entre a fala de Bolsonaro e as imagens expostas pela propaganda do PT.

A ministra mandou retirar do ar apenas o trecho em que, segundo ela, houve essa descontextualização da fala de Bolsonaro, e não toda a propaganda.

CNN entrou em contato com a equipe jurídica da campanha petista, que informou que não se manifesta sobre decisões contrárias, somente o faz no processo.

Fonte cnnbrasil
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