Bolsonaro diz que “história” de Joice sobre as agressões está “esquisita”

Presidente afiram que acompanha o caso, e que tem “certeza” que a Polícia Civil vai desvendar o que aconteceu

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (27.jul.2021) que “está bastante esquisita” a história envolvendo as agressões sofridas pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Deu as declarações no Palácio do Planalto, em entrevista à Rede Nordeste de Rádio.

Joice Hasselmann disse que foi agredida na madrugada de domingo (18.jul), mas não se recorda do que aconteceu. A deputada afirmou ter acordado com lesões pelo corpo e sobre uma poça de sangue. A segurança da parlamentar foi reforçada depois do episódio.

 

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A congressista disse nesta 3ª feira (27.jul) que a conclusão da perícia feita pela Polícia Legislativa (Depol), de que ela não saiu de casa na noite em que foi agredida em seu apartamento, derrubam a tese espalhada por perfis ligados ao bolsonarismo. Eles publicaram que ela teria se machucado ao sofrer um acidente de carro por dirigir bêbada e drogada.

 

Sinal

Na mesma entrevista, Bolsonaro também disse que um incidente sofrido no voo em que estava o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi um “sinal de Deus” no contexto da nomeação do congressista para a Casa Civil de seu governo.

“Eu acredito em Deus, e o Ciro acredita em Deus. Eu levei facada e vi a morte. E o Ciro, há 3 dias, viu a morte ao seu lado, quando ele, em pleno voo, teve turbina no avião que explodiu em pleno voo. Ele chegou aqui, me contou do desespero, da agonia, e este momento é um momento em que você procura se encontrar. De onde vim, para onde vou, como está a minha vida? Eu serei bem-recebido neste destino que cabe a todos nós? O Ciro relatou isso para mim”, declarou.

Excepcional

Bolsonaro ainda disse que o general Luiz Eduardo Ramos, que sairá da Casa Civil e assumirá a Secretaria Geral da Presidência, tinha dificuldade com o “linguajar” dos congressistas.

 

“O general Ramos é excepcional pessoa, conheço desde 1973, é meu irmão, mas o linguajar do parlamento ele tinha dificuldade. É a mesma coisa que pegar o Ciro Nogueira para conversar com os generais do Exército Brasileiro”, afirmou.

EIS OUTROS ASSUNTOS COMENTADOS PELO PRESIDENTE:

  • Declarações de Lula sobre o governo: “Se ele está criticando, é sinal que estamos no caminho certo. É um estímulo que ele dá para mim”;
  • Economia no governo Lula: “Ele aproveitou uma época boa, na parte econômica, quando pegou o país relativamente arrumado com FHC [Fernando Henrique Cardoso], com plano real funcionando, a inflando lá embaixo. Aproveitou muito bem. Mas em 2004 começou período bastante complicado, quando a corrupção começou a aflorar nos Correios”;
  • Compra de vacinas: “Querem me rotular de corrupto no caso da vacina Covaxin, mas não compramos uma dose sequer, não gastei R$ 1 sequer. Zero pagamento. Comemoramos 2 anos e meio sem corrupção”;
  • Bolsa Família: “Vamos reajustar em no mínimo 50%, porque houve inflação. Não vou negar que houve aumento do preço do gás, da gasolina, do óleo, do feijão, do ovo, da galinha. No mundo todo o povo passou a consumir mais”;
  • Urna eletrônica: “Não temos o que temer. O que nos preocupa é um sistema eleitoral que deixa muita dúvida perante a opinião publica. Queremos voto democrático com comprovação no papel ao lado da urna […]Vamos demonstrar as inconsistências e a inconfiabilidade no sistema”.
  • CPI da Covid: “Não é justo essa CPI, até porque cada semana tem uma narrativa […] Eu te pergunto: o que o senado contribuiu para o combate à pandemia até o momento? Nada. É um local de fofocas”.
Fonte poder360
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