Vacinação: Wajngarten critica comparação de Israel com Brasil

Em artigo para a Folha de S. Paulo, secretário de Comunicação Social argumenta que países possuem características diferentes

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O secretário de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, defendeu, em artigo publicado na noite de domingo (10) no site da Folha de S.Paulo, que “é absolutamente impossível qualquer comparação” de Israel com o Brasil em relação ao processo de imunização da população contra a covid-19.

Publicado na versão impressa do jornal nesta segunda-feira (11), o texto de Wajngarten fala sobre artigos, comentários e análises, publicados pela mídia, sobre as razões de o governo brasileiro ainda não ter iniciado a vacinação em massa no país.

“Na maioria das vezes, as críticas recaem diretamente sobre a suposta inação do Ministério da Saúde e do governo federal, que estariam ‘lentos’ ou mesmo ‘omissos’ no seu papel de garantir aos brasileiros a imunização contra a covid-19”, relata.

Em seguida, cita artigo escrito por Claudio Lottenberg, presidente do conselho deliberativo do hospital Albert Einstein, publicado no jornal ‘O Globo’, em que questiona o motivo de que Israel avança na imunização da população contra a covid-19 e o Brasil, ainda estático.

“Como comparar um país com 9,3 milhões de habitantes e um território de 22.145 km² com outro com uma população de 210 milhões e 8,5 milhões de km²?”, questiona o secretário. “É absolutamente impossível qualquer comparação sobre espaços e características geográficas e geopolíticas sob dimensões tão díspares”, argumenta.

Wajngarten diz que é ‘evidente’ que o Brasil tem uma estrutura adequada para a vacinação em massa, know-how e, também, experiências em vacinações de grande porte.

“Do mesmo modo, o governo federal agiu no sentido de garantir os meios para vacinar a população brasileira, como a requisição de estoques de agulhas e seringas da indústria nacional. Medida acertada para assegurar a imunização contra a covid-19. Todas as medidas no tempo certo, sem açodamento. Isso é planejamento e organização. É preservar a vida dos brasileiros”, finaliza.

Fonte r7
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