Vacina da Pfizer é segura para crianças a partir dos 5 anos, diz farmacêutica

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Nesta segunda-feira (20), a farmacêutica norte-americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech anunciaram os resultados do estudo da fórmula de mRNA (RNA mensageiro) contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Segundo os desenvolvedores, o imunizante contra o coronavírus SARS-CoV-2 é seguro e eficaz para esta faixa etária.

Em inúmeros países, como os Estados Unidos e o Brasil, crianças com 12 anos ou mais já podem receber a fórmula da Pfizer/BioNTech. Agora, o novo estudo chega em bom momento, já que, nos EUA, um em cada cinco novos casos da covid-19 é observado em crianças e adolescentes. Além disso, o país registra o maior número de crianças internadas em hospitais desde o início da pandemia.

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Até o momento, não foram divulgados dados detalhados do ensaio clínico e as descobertas ainda não foram revisadas por pares e nem publicadas em uma revista científica. No entanto, os resultados apresentados seguem o mesmo padrão do que já foi observado em adolescentes e em adultos imunizados, segundo especialistas ouvidos pelo NYT.

Autorização de uso em crianças?

A Pfizer e a BioNTech planejam solicitar de uso emergencial da fórmula para a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) até o final deste mês. Caso a análise regulatória repita o mesmo padrão observado na aprovação da fórmula contra a covid-19 para adolescentes e adultos, as crianças poderão ser imunizadas a partir da metade de outubro. Após aprovação nos EUA, pedido deve ser feito em outros países do globo.

Além das crianças com 5 anos ou mais, a Pfizer também coordena um estudo clínico para avaliar a eficácia e segurança do imunizante em pessoas ainda mais jovens. São dois grupos diferentes: a partir dos seis meses até os 2 anos; e dos 2 anos até os 5 anos.

No entanto, os resultados do teste para crianças menores de 5 anos não devem ser divulgados até o quarto trimestre deste ano, segundo Bill Gruber, vice-presidente da farmacêutica Pfizer e pediatra.

Fonte: NYT

Fonte canaltech
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