2 terços da população mundial têm anticorpos contra covid-19, diz OMS

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Um novo estudo, conduzido por cientistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na revista científica PLOS Medicine, revelou que a maioria da população mundial já tem anticorpos contra a covid-19. Mais especificamente, 2/3 do globo — mais do que havia sido reportado anteriormente. Isso vale tanto para quem desenvolveu a defesa viral através da vacinação quanto para os infectados pelo vírus.

Soroprevalência e países mais pobres

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Para desenvolver a pesquisa, foram reunidas centenas de estudos de soroprevalência desde janeiro de 2020 a abril de 2022, englobando mais de 5 milhões de pessoas. De especial destaque é o fato de que mais de 40% dos estudos eram focados em pessoas de países de renda média a baixa, que normalmente acabam não figurando em investigações do tipo.

A partir de tais amostras, foi possível chegar à estimativa de que o número de pessoas com anticorpos contra o SARS-CoV-2 aumentou de 7,7%, em junho de 2020, para 59,2%, em setembro de 2021. Já que, desde então, houve mais infecções e pessoas vacinadas, é provável que o valor esteja ainda maior. Mesmo assim, 1/3 da população global testou negativo para o vírus até o final da pesquisa.

Os cientistas comentam que alguns países podem ter sido sub-representados, e outros, sobrerrepresentados, mas, de qualquer maneira, o cálculo mais aparente é de que as estimativas globais acerca dos casos de covid-19 haviam sido subestimadas até agora. Até a última sexta-feira (11), já tínhamos 630 milhões de casos confirmados da infecção pelo novo coronavírus, com 6,58 milhões de mortes reportadas, segundo dados da OMS.

Caso as estimativas do novo estudo estejam corretas, podemos aferir que o número de pessoas que tiveram contato com o vírus chega à casa dos bilhões. Isso não significa, no entanto, que a soroprevalência, ou presença de anticorpos, torne essas pessoas imunes ao vírus, já que ainda há risco de infecção ou reinfecção pelo SARS-CoV-2.

Em pessoas infectadas, os anticorpos podem persistir no corpo por até um ano, sendo que, em alguns casos, as primeiras evidências apontavam até 18 meses em alguns casos. Atualmente, o risco de reinfecção é maior do que em ondas anteriores, já que a variante ômicron escapa melhor do sistema imune, tanto para quem já foi infectado pelo vírus quanto para quem foi vacinado.

Em sua conclusão, o artigo ainda comenta que, neste terceiro ano de pandemia de covid-19, é crucial implementarmos um sistema global ou rede de monitoramento de soropositividade padronizada, colaborativa e de alta qualidade, uma medida importante para descobrirmos os próximos passos e contribuir para estarmos melhor preparados contra outros patógenos respiratórios que possam surgir.

Fonte: PLOS MedicineOMS

Fonte canaltech
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