“Quem manda no Bolsonaro é Valdemar Costa Neto”, diz Moro

Ex-ministro disse buscar alianças contra Lula e Bolsonaro e que o governo é “comandado pelo Centrão”

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O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos) disse que Valdemar Costa Neto manda no governo e no presidente Jair Bolsonaro (PL). Neto é presidente nacional do PL, novo partido do chefe do Executivo desde 30 de novembro de 2021.

“Hoje você tem um governo que é comandado pelo Centrão. Tem algumas pessoas boas dentro desses partidos, mas tem muitos políticos fisiológicos”, disse Moro, pré-candidato a presidente pelo Podemos. “Alguém que foi condenado criminalmente por receber suborno mandando no presidente da República. Eu acho complicado”, afirmou.

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O ex-ministro da Justiça de Bolsonaro deu as declarações em entrevista ao canal no YouTube do jornalista Felipe Moura Brasil, divulgada nesta 5ª feira (20.jan.2022).

Moro criticou a condução econômica e a gestão da pandemia do governo atual. Também fez críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No momento, Bolsonaro e Lula lideram as pesquisas eleitorais. Moro aparece em 3º, com 7% das intenções de voto, segundo pesquisa PoderData de dezembro.

O ex-juiz voltou a dizer que o STF (Supremo Tribunal Federal) cometeu um “erro judiciário” ao anular as condenações do petista na Lava Jato. A Corte também considerou Moro parcial nos processos movidos contra o ex-presidente.

Sobre os integrantes do STF, Moro elogiou o ministro Luiz Fux e criticou Gilmar Mendes. “Acho que ele erra muito ao se despir do papel de magistrado e fazer críticas”, afirmou. “Ele deveria ser um ator em favor do combate à corrupção, como já foi, durante o mensalão e antes de 2016. O que espero é que ele volte a ter um papel dessa espécie”.

Moro considerou a “pior decisão da história” a revisão que o Supremo fez sobre a prisão depois de condenação em 2ª instância. A mudança possibilitou a saída de Lula da prisão, em novembro de 2019.

O ex-juiz também disse que um ministro de origem militar do governo Bolsonaro tentou dissuadi-lo a abandonar o apoio à volta da prisão depois de condenação em 2ª instância. “Um ministro do Executivo de Bolsonaro chegou para mim, quando eu ia numa dessas reuniões com parlamentares, e me disse: ‘Moro, o presidente me pediu para te dar um recado. Ele não quer que você se envolva nessa pauta’”.

“O presidente nunca se pronunciou sobre esse tema, porque ele é contra. Ele tem problemas legais e a família dele também”, declarou.

União Brasil

Moro disse que quer, junto com o Podemos, construir um projeto de país. Segundo o pré-candidato, fazer alianças com outros partidos é um movimento natural. Há conversas para tentar levá-lo ao União Brasil –sigla que está se formando a partir da fusão do PSL com o DEM.

“A gente tem conversado com vários outros partidos par construir essa aliança a partir do Podemos”, disse Moro. Ele citou União Brasil, Cidadania e Novo, além de “outros partidos maiores e menores”.

Moro afirmou que no momento há “bastante conversas” e a percepção de que é preciso união contra as candidaturas de Bolsonaro e Lula.

Ao Poder360, a presidente do Podemos e deputada Renata Abreu disse achar “difícil” a ida de Moro ao União Brasil. A congressista confirmou ao Poder360 que houve uma conversa com a sigla sobre o assunto, mas sem avanço. De acordo com Abreu, o mais provável seria uma aliança entre Podemos e União Brasil, mas nada está decidido.

O União Brasil terá quase R$ 1 bilhão de recursos dos fundos eleitoral e partidário. Moro disse ter sido contra o aumento da verba, mas não descarta usar o dinheiro.

“Existe a situação em que os candidatos vão usar esses valores dentro das eleições, e é complexo dentro desse ambiente competitivo não poder usar essa verba, porque os outros vão usar.”

Fonte poder360
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