“O relatório do Renan é para jogar no lixo”, diz Bolsonaro sobre CPI

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  • Presidente Jair Bolsonaro criticou relatório de Renan Calheiros, relator da CPI da Covid
  • “O relatório do Renan é para jogar no lixo”, disse, em entrevista nesta terça
  • Bolsonaro afirmou também que objetivo da CPI é “desgastar o governo”

Em entrevista na manhã desta terça-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro criticou o relatório que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai apresentar à CPI da Covid no Senado, que apura ações e omissões do governo federal no combate à pandemia.

O relatório preliminar que deve ser apresentado pelo relator imputa crime de responsabilidade ao presidente pela condução da pandemia da covid-19, principalmente na aquisição de vacinas. Os senadores agora vão se debruçar sobre denúncias de irregularidades na compra dos imunizantes.

“O relatório do Renan é para jogar no lixo. É uma palhaçada o que eles estão fazendo. Eles estão nos acusando de comprar, por exemplo, a Covaxin. De comprar não, de se corromper. Não pagamos um centavo sequer da Covaxin, é só narrativa”, disse o presidente em entrevista à rádio Itatiaia.

O chefe do Executivo ainda rechaçou outras denúncias, como a da existência de um gabinete paralelo, e defendeu a propaganda de medicamentos comprovadamente sem eficácia no tratamento da covid-19, como a hidroxicloroquina.

“CPI não quer investigar nada, quer desgastar o governo. Quantas mortes a CPI evitou? O tempo todo acusações, pessoas desqualificadas vão depor lá como se fossem grandes lobistas”, prosseguiu. “A tentativa de corromper o governo existe sim, Brasília é o paraíso dos lobistas, mas conosco não tiveram sucesso.”

Denúncias

A CPI e o Ministério Público Federal (MPF) apuram indícios de crime no contrato assinado pelo Ministério da Saúde para compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin com a Precisa Medicamentos. O governo do presidente Jair Bolsonaro comprou a vacina produzida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech por um valor 1.000% maior do que o estimado pela própria empresa seis meses antes.

Outra suspeita de corrupção envolvendo a compra de vacinas pelo governo federal indica um “propinoduto” no Ministério da Saúde. Em depoimento à CPI, Luiz Paulo Dominghetti, representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou que Roberto Ferreira Dias, ex-servidor do ministério, teria pedido propina de US$ 1 por dose em troca de assinar contrato de venda de vacinas da AstraZeneca com a pasta.

A mais recente denúncia investigada pela comissão é sobre um encontro do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello com intermediadores para negociar a aquisição de 30 milhões de doses da vacina Coronavac pelo triplo do preço oferecido pelo Instituto Butantan.

Fonte yahoo
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