Mensagens de Moro provam ‘perseguição pessoal e profissional’ a Lula, diz defesa

Nota foi divulgada neste sábado (15.jun)
Diz que Moro ‘jamais teve olhar imparcial’

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Após a divulgação de novas mensagens trocadas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e integrantes da força-tarefa da operação Lava Jato na 6ª feira (14.jun.2019), os advogados do ex-presidente Lula afirmaram, em nota, que Moro “jamais teve 1 olhar imparcial em relação a Lula”, o que mostra “patrocínio estatal de uma perseguição pessoal e profissional” ao petista.

De acordo com o conteúdo divulgado pelo site The Intercept, Moro orientou membros do MPF (Ministério Público Federal) a emitir uma nota à imprensa como resposta ao que classificou como “showzinho” da defesa do ex-presidente.

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“É estarrecedor constatar que o juiz da causa, após auxiliar os procuradores da Lava Jato a construir uma acusação artificial contra Lula, os tenha orientado a desconstruir a atuação da defesa técnica do ex-Presidente e a própria defesa pessoal por ele realizada durante seu interrogatório”, diz os advogados do petista, em nota.

A conversa teria sido realizada em 10 de maio de 2017 e foi iniciada por Moro. À época, Lula depôs acerca da 1ª ação penal enfrentada no processo da Lava Jato. Logo após, o petista esteve presente em manifestação em Curitiba, na qual afirmou que iria se candidatar a presidente nas eleições de 2018.

Nas conversas, Moro pergunta ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima: “O que achou?”, referindo-se ao depoimento de Lula. Santos Lima faz a sua avaliação, os 2 trocam mais algumas mensagens, até que o então juiz fala: “Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele. Por que a Defesa já fez o showzinho dela”.

O procurador, então, pede em 1 grupo em que estão assessores de imprensa do MPF (Ministério Público Federal) que eles tentem agendar uma entrevista com a Rede Globo, em Recife, onde ele participaria de 1 congresso jurídico. Os assessores tentam dissuadi-lo.

Na sequência, Santos Lima copia as mensagens que recebeu de Moro em uma conversa privada com Deltan Dallagnol. Depois, é o coordenador da força-tarefa da Lava Jato quem envia uma mensagem no grupo de assessores do MPF, pedindo para que eles avaliassem a repercussão do caso e considerassem a ideia de emitir uma nota para “contrabalancear as manifestações da defesa”. Recebe como resposta de que poderia ser 1 “tiro no pé”.

As trocas de mensagens seguiram até o dia seguinte, quando a comunicação emitiria, de fato, uma nota, conforme orientação de Moro.

Fonte Poder360
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