‘Já avisei Kassab que não faço campanha para Lula e Kalil’, diz deputado do PSD

Parlamentares federais da legenda são contra aliança com ex-presidente Lula e rejeitam palanque formado pelo ex-prefeito Alexandre Kalil

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aliança entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não será seguida pela bancada federal do PSD.

Deputados próximos do governo de Jair Bolsonaro já avisaram internamente na legenda que não participarão da campanha de Kalil e Lula em Minas.

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“Estarei com o governador Zema e com o presidente Bolsonaro. Já avisei o presidente Kassab, deixei claro que não me junto com Lula e Kalil”, afirmou o deputado Diego Andrade (PSD), se referindo a Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla.

Segundo ele, sua base eleitoral pelo interior de Minas já demonstrou que não pretende participar do palanque de Lula e Kalil. “Manterei minha coerência, ouvindo os vereadores e prefeitos mineiros pelos quais trabalho no Congresso”, disse.

O deputado Stefano Aguiar (PSD) usou suas redes sociais para criticar a aliança do partido com o PT. “Sou totalmente contra qualquer tipo de aliança do meu partido com qualquer partido de esquerda. Tudo que for contra os nossos valores, crenças e princípios não terão o meu apoio”, escreveu o parlamentar.

Outro integrante da bancada do PSD que se manifestou contra a aliança com Lula foi o deputado  Subtenente Gonzaga, que se filiou em março ao PSD: “Minha posição é de apoio ao presidente Bolsonaro, como venho manifestando desde o início da negociação”.

Turbulências

A relação entre Kalil e a bancada federal do PSD piorou nos últimos meses. No início deste mês, o ex-prefeito afirmou em entrevista à Rádio Super 91,7 FM, que não ter apoio dos quatro deputados federais do PSD seria um “favor que eles fariam à sua campanha”.

“É um favor que eles fazem ficar do outro lado (com Bolsonaro). Muito ajuda quem pouco atrapalha. Eles não farão falta nenhuma”, disse Kalil

O deputado Diego Andrade criticou a declaração e avaliou que Kalil ficará isolado por sua dificuldade em dialogar com os integrantes do partido. “O Kalil nunca precisa de ninguém, né? Por isso BH ficou do jeito que ficou”, disse o deputado.

Na semana passada, após momentos de turbulência no PSD, Kalil anunciou a aliança com Lula e divulgou um jingle da campanha. A principal divergência para a aliança com o PT surgiu nas negociações sobre a vaga ao Senado. Após o deputado Reginaldo Lopes (PT) abrir mão da vaga, as duas siglas avançaram no acordo, com o PT indicando um candidato a vice na chapa de Kalil. 

Fonte otempo
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