Conheça o argumento a favor do voto impresso auditável nas urnas eletrônicas

Impressora emite resumo de voto com QR code, que será computado por mesários depois do pleito

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Um vídeo que circula nas redes desde junho de 2021 mostra argumentos para defender o uso de impressoras acopladas a urnas eletrônicas, em uma espécie de 2ª etapa de auditagem.

O método consiste em o eleitor escolher seus candidatos e ver, em seguida, a impressão de um comprovante, em papel, que ficaria atrás de um visor transparente. Esse “voto impresso” não poderia ser tocado, mas apenas visto pelo cidadão, que só então apertaria o botão “confirma” da urna.

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Se os dados no voto em papel estiverem diferentes do que foi digitado na urna, o eleitor terá a opção de mandar cancelar. O comprovante, então, seria destruído e um novo processo de votação teria início. Se o “voto impresso” estiver correto, o eleitor aperta o botão confirma e o papel é automaticamente depositado num recipiente lacrado ao lado da urna eletrônica.

Quem defende o sistema diz que só assim será possível conferir se os dados eletrônicos dentro dos computadores da Justiça Eleitoral batem com o que está nos votos impressos guardados dentro do recipiente lacrado de cada urna.

Assista (3min15s):

Os críticos desse sistema apresentam estes argumentos para rejeitá-lo:

1) tempo de votação – muitas pessoas podem querer testar se o voto rejeitado é mesmo destruído e assim ficariam mais dentro da cabine, repetindo o processo várias vezes. Isso pode resultar em demoras no processo eleitoral em várias seções;

2) simulação de fraude – políticos mal-intencionados podem combinar com eleitores em várias seções eleitorais para que entrem na cabine e repitam o processo várias vezes e digam que a urna está computando o voto de maneira errada (ainda que isso não esteja acontecendo). Em alguns casos, podem obrigar a troca da urna. Tudo isso pode resultar em perda de tempo e processos mais longos de votação;

3) brecha para fraude – como os “votos impressos” serão guardados em milhares de seções eleitorais e serão manuseados para a contagem nesses locais, há sempre a possibilidade de haver cédulas falsas sendo preenchidas previamente para serem plantadas no momento em que as verdadeiras forem escrutinadas. Isso pode levar a fraudes que eram muito comuns no período em que o voto era apenas impresso e analógico.

Fonte poder360
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