Brasil será aliado prioritário extra-OTAN dos Estados Unidos

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Os Estados Unidos designaram oficialmente nesta quarta (31) o Brasil como aliado prioritário extra-OTAN. O ato é o cumprimento de promessa feita em março, durante encontro entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, em Washington, capital norte-americana.

Os países, agora, ficarão mais próximas militarmente, o que facilita ao Brasil na compra de armas e equipamentos de defesa dos EUA. Na América do Sul, atualmente apenas a Argentina possuía esse título.

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O fato de ser um aliado extra-Otan faz do Brasil um aliado mais próximo do Brasil, o que implica em:

  • Ser comprador preferencia de equipamentos e tecnologia militares dos EUA
  • Ter prioridade na promoção de promover treinamentos militares diretamente com as Forças Armadas dos EUA
  • Participar de leilões que o Pentágono organiza para vender seus produtos militares

Hoje, são aliados extra-Otan dos Estados Unidos a Argentina, Austrália, Bahrein, Egito, Israel, Japão, Jord6ania, Kuwait, Marrocos, Nova Zelândia, Paquistão, Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, Afeganistão e Tunísia.

A Otan é uma organização que, com 29 países-membro, garante, entre outros, o princípio da defesa coletiva. Ou seja, em possível ataque a um membro do grupo, todos os membros restantes o tomarão como agressão.

Antes na semana, elogio a Eduardo Bolsonaro

Na terça-feira (30), Trump disse estar “muito feliz” com a indicação e disse não considerar haver nepotismo.

“Eu acho o filho dele excelente. Ele é um jovem brilhante, maravilhoso. Estou muito feliz com a indicação, acho que é uma ótima indicação”, disse o chefe do governo norte-americano.

Indagado sobre esperar uma resposta formal dos EUA para fazer a indicação, Bolsonaro respondeu em tom de piada.

“Precisa [da resposta do pedido de agrément]? Se eu falo ‘eu te amo’ aqui, agora, tu responde ‘quero casar agora contigo’, precisa de papel? Vamos para a lua de mel, pô. Você é preconceituoso?”, indagou o presidente brasileiro.

A consulta formal foi enviada ao governo dos Estados Unidos na semana passada. Segundo diplomatas ouvidos pela reportagem, o governo americano deve demorar de quatro a seis semanas para responder a um pedido dessa natureza.

Alguns líderes partidários do Senado disseram que preservarão a pauta prioritária do governo por ser de interesse nacional -as reformas da Previdência e tributária-, mas que é possível usar a indicação de Eduardo para dar uma resposta às últimas declarações de Bolsonaro, como as proferidas sobre Augusto Santa Cruz de Oliveira, pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz. Augusto desapareceu em fevereiro de 1974, após ter sido preso pela ditadura militar.

Com FOLHAPRESS

Fonte Yahoo
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