Brasileiros na Flórida relatam preocupação com sobrevivência durante furacão

Furacão Ian deixou cerca de 1,8 milhão de pessoas sem energia elétrica e ao menos 15 mortos

Tempo estimado para leitura: 3 minuto(s)


Para Giselle Cyríaco, brasileira de 34 anos que mora com a família em Winter Garden, na Flórida, a chegada do furacão Ian foi um momento desesperador. Do Brasil, familiares e amigos também se preocuparam com a empresária, o marido dela e as filhas de 3 e 10 anos de idade que vivem nos EUA há quatro anos.

“Foi uma tempestade muito forte, com muita ventania. Árvores caíram por aqui”, conta Giselle, que estava em casa com a família nesta quarta-feira (28), quando começou o alerta de passagem do Furacão Ian, e pontua que, no local, o impacto até que foi baixo, mas suficiente para provocar desespero e angústia.

-- Publicidade --

-- Publicidade --

Dos EUA, ela tranquilizava familiares brasileiros e seguia a recomendação das autoridades estadunidenses para ficar em casa. As saídas, no caso, aconteceram apenas para ir ao mercado e ao posto de gasolina.

“Compramos comida, bastante água”, conta ela, que também narra que o mercado estava bem cheio e com limitações de quantidade de compra para determinados produtos. A família chegou até a colocar “gasolina a mais no carro”, caso precisassem sair.

Giselle tem um Instagram que usa para fazer publicações sobre viagens. Por lá, fez uma série de posts sobre a passagem do furacão, o que, segundo ela, ajudou a tranquilizar os amigos e familiares sobre as condições dela e da família.

Um dia após a chegada do furacão, a família aposta na união para enfrentar o momento. “Estamos muito unidos, dormindo na sala com medo de dormir no quarto”, relata Giselle.

Ainda conforme a brasileira, parques, mercados e aeroportos seguem fechados na região onde ela vive. Esse fechamento fez com que vários turistas tivessem que adiar suas viagens.

É o caso de Matheus Heinrich, administrador e empresário que também foi entrevistado pela CNN. Ele viajou com a mãe para Miami e, mesmo estando longe do foco do furacão, teve seu voo de volta para o Brasil adiado. Com passagem inicialmente comprada para sexta-feira (29), às 12h40, a dupla recebeu um informativo dizendo que o voo foi cancelado.

Por conta disso, ele e a mãe precisaram achar outro hotel para ficar até o dia 1º de outubro, data mais próxima que ele conseguiu para reagendar o voo. A situação atual em Miami, segundo Matheus, está mais tranquila. Nesta quinta fez sol e os voos já devem retornar ao funcionamento.

Furacão Ian

O Furacão Ian causou muitas tragédias por onde passou. Até esta quinta-feira (29), 15 pessoas morreram em decorrência do fenômeno. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que Ian pode ser o furacão “mais mortal da história da Flórida.”

A expectativa é de que a vida volte à normalidade em breve, sendo que o governador da Flórida espera que as escolas possam ser reabertas na sexta-feira (30) ou então na segunda-feira (3). Os voos internacionais devem ser retomados nesta sexta-feria.

*sob orientação de Bárbara Brambila.

Fonte cnnbrasil
você pode gostar também
×