No adeus às quadras, Falcão diz que brigará para futsal se tornar olímpico

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SÃO PAULO As lambretas, canetas e a irreverência dentro de quadra de Alessandro Rosa Vieira, 41, o Falcão, terão seu último capítulo nesta quinta (6).

Eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo de futsal (2004, 2006, 2011 e 2012), o ala se aposentará no duelo de seu time, o Sorocaba, contra o Corinthians, às 19h15, no Ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge, no segundo jogo da final da Liga Paulista.

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O Corinthians precisa de um empate para conquistar o titulo, enquanto o clube do interior tem que vencer no tempo normal e na prorrogação.

Após se aposentar, Falcão deseja continuar no esporte. Uma de suas metas é fazer com que o futsal entre no programa olímpico. Ele pretende reunir capitães de seleções com a Fifa, que controla a modalidade, e com o Comitê Olímpico Internacional.

O jogador, que se aposentou da seleção brasileira em outubro, critica a CBFS (Confederação Brasileira de Futsal).

“Hoje temos uma gestão inexperiente, que ainda comete erros e não é organizada. Porém, não rouba como a anterior”, afirma à Folha.

Falcão refere-se à gestão de Aécio de Borba Vasconcelos, que ficou 35 anos no poder e renunciou ao cargo em 2014, após ter as contas reprovadas e sob acusações de corrupção e nepotismo.

Atualmente, a CBFS é comandada por Marcos Madeira. A confederação disse que “respeita a opinião de Falcão como qualquer um pode ter”.

“Mas trabalhamos focando na transparência, na gestão correta e profissional, tudo isso para recuperar a credibilidade da entidade no mercado”, disse a entidade em nota.

Aposentadoria
Depois da dor que tive no pé [inflamação do osso calcâneo] no meio do ano eu venho tomando injeções para jogar. Como você não treina e vai jogar correndo atrás de meninos de 20 anos? Estou em um momento comercial muito bom. Atualmente, o meu lado profissional atrapalha o comercial e o pessoal. Se atleta tem um prazo de validade, o meu prorroguei ao máximo. Sempre coloquei a bola debaixo do braço e assumi a responsabilidade. Agora jogar virou uma dificuldade.

Fonte Folha
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