Identidade de gênero mostra como as pessoas se reconhecem no mundo

Nesta reportagem do CNN no Plural, não binário, cis e trans dizem como se expressam na sociedade

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Por muito tempo, o masculino e o feminino foram os únicos gêneros considerados pela sociedade. De um lado, havia o homem e tudo o que pertence a seu universo; do outro a mulher e suas características.

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Mas, entre quase 8 bilhões de pessoas no mundo hoje, será que essa é a única ou mesmo a melhor forma de diferenciar cada um de nós?

Raí Alvares Eufrásio, pesquisadora na área de saúde, se identifica como uma pessoa não binária.

A identidade não binária é uma identidade na negação. Você não é algo, e eu acho que isso é interessante, porque é libertador. Qual a cara de uma pessoa não binária? Pode ser qualquer cara

Raí Alvares Eufrásio, pesquisadora na área de saúde

A atleta Jeremias Daniel também se identifica com o pronome feminino. Ela assumiu as unhas compridas, o cabelo sempre arrumado e só veste roupas masculinas em dias de competição no atletismo.

“As minhas tias e a minha mãe falam muito que sempre, desde criança, elas me pegavam brincando de boneca, sempre adorei brincar de boneca”, comenta, se divertindo.

O ativista e diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, afirma que vivemos na pluralidade, mas que somos singulares, e cada um tem um jeito de se sentir no mundo.

“Primeiro, a orientação sexual, que é para onde vai a nossa pulsão, o nosso desejo. Identidade de gênero é como eu me sinto, como eu me sinto na minha intimidade e expressão, é como eu me expresso para o mundo, como eu me apresento para o mundo”, afirmou.

Júlio Freitas, que trabalha com recrutamento e seleção, se considera cis e gay, ou seja, se identifica e se atrai pelo gênero masculino.

“Hoje, mesmo sendo um homem cis cheio de privilégios, eu sei que eu não performo como homem hétero normativo. Tem a questão dos meus trejeitos da fala, desde a infância, sei que performo e sou diferente. E existem milhares de maneiras de se apresentar pro mundo”, disse.

Raí reforça o quão importante o diálogo é, e que precisa estar pronta para o conflito de discussão de ideias.

“O conflito gera síntese, gera novas ideias. É importante que a gente consiga fazer essa interação.”

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