Desafio é adequar orçamento para garantir serviços, diz senador eleito

Wellington Dias (PT-PI) citou programas como o Auxílio Brasil, que pode voltar a se chamar Bolsa Família, e outros que estão passando por contingenciamento de recursos pelo governo Jair Bolsonaro (PL)

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O senador eleito Wellington Dias (PT-PI) declarou, nesta quinta-feira (8), em entrevista à CNN, que o desafio do futuro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é adequar o orçamento do ano que vem para garantir os serviços, principalmente os sociais.

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“Nós temos um desafio que é como adequar o orçamento do ano de 2023 para que a gente não tenha a interrupção de serviços, para que a gente tenha a condição dessa rede de proteção social, o atendimento aos mais pobres, colocar os mais pobres no orçamento, como já na campanha defendeu o presidente Lula, e alguma condição de investimentos”, explicou Dias.

“Qual é a realidade? Nós temos um regramento que tem por finalidade o controle das contas públicas. E na organização do orçamento para o ano base de 2023, várias áreas não tem o dinheiro adequado. O Bolsa Família, o valor que está previsto não é suficiente para seguir pagando os R$ 600. O presidente eleito teve o compromisso no primeiro ano de mandato começar a implementação do antedimento das famílias pagando R$ 150 por criança”, continuou.

Dias ainda citou outros programas e entidades que ficaram sem recursos devido ao contingenciamento do orçamento pelo governo Bolsonaro, como universidades e institutos federais, a Farmácia Popular, o Ibama, a emissão de passaporte, carros-pipas, vacinação, pesquisadores, entre outros.

Foi aprovado na noite da quarta-feira (7), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Estouro, por 64 votos a 13. Agora, a medida vai para análise da Câmara dos Deputados. O texto-base expande em R$ 145 bilhões por dois anos, viabilizando a manutenção do Auxílio Brasil, que deverá voltar a se chamar Bolsa Família, em R$ 600 no próximo ano.

Além disso, também prevê a abertura de cerca de R$ 23 bilhões para novos gastos já neste ano, na reta final do governo de Jair Bolsonaro (PL), e que o governo eleito envie um projeto sobre nova regra fiscal até 31 de agosto que vem.

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