Depois de visita de Pompeo, senadores propõem adiar sabatina de embaixadores

Análises devem ser realizadas nesta 2ª Visita foi criticada por Rodrigo Maia Ernesto Araújo rebateu por nota

O senador Renan Calheiros (MDB) criticou neste sábado (19.set.2020) a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao Brasil. “A interferência dos EUA Bandeira dos Estados Unidos no Brasil Bandeira do Brasil ultrapassou todos os limites. A presença de Mike Pompeo afrontando a Venezuela em território nacional é inconstitucional. Nosso país não pode virar um pária internacional pelo servilismo a nações externas”afirmou no Twitter.

O norte-americano se encontrou na tarde de 6ª feira (18.set) com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, em Boa Vista, Roraima. O representante da diplomacia norte-americana visitou as instalações da Operação Acolhida, responsável pelo recebimento de refugiados venezuelanos no Brasil.

Na ocasião, Pompeo atacou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro: “Cada dia que Maduro permanece no poder é mais 1 dia em que as necessidades do povo venezuelano são negligenciadas”escreveu em seu perfil no Twitter.

Para o congressista, o impasse deveria atrasar as 33 sabatinas de possíveis novos embaixadores marcadas para esta semana. “Devemos deixar votação de embaixador para depois e reposicionar o Itamaraty”, declarou.

Outros senadores fizeram coro a Calheiros como Telmário Mota (PROS-RR), Randolfe Rodrigues (Rede-AP):

Já na 6ª feira (18.set), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que que a visita “não condiz com a boa prática diplomática internacional” e que “afronta as tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa”.

O ministro Ernesto Araújo (Relações Internacionais) rebateu“Não há ‘autonomia e altivez’ em ignorar o sofrimento do povo venezuelano ou em negligenciar a segurança do povo brasileiro. Autonomia e altivez há, sim, em romper uma espiral de inércia irresponsável e silêncio cúmplice, ou de colaboração descarada, a qual, praticada durante 20 anos frente aos crescentes desmandos do regime Chávez-Maduro, contribuiu em muito para esta que é, talvez, a maior tragédia humanitária já vivida em nossa região”.

POR QUE ESTÃO PARADAS

As indicações começaram a se empilhar no Senado porque, para serem apreciadas, necessitam de votos secretos, e a Casa ainda não conseguiu adaptar sua ferramenta de votação remota para que isso possa ocorrer virtualmente.

Em junho, já haviam 14 nomes parados na Casa. Desses, a maior parte (8) era de possíveis embaixadores em outros países. Entre as indicações está a de Nestor Forster para o cargo em Washington.

As indicações chegam em forma de mensagem ao Congresso, mais especificamente no Senado. Então elas precisam ser lidas em plenário pelo presidente da Casa e depois são enviadas para a comissão temática relativa ao cargo, e lá o candidato é sabatinado. Por fim, a indicação retorna ao plenário e pode ser aprovada ou não.

Atualmente existem 5 indicações que estão no estágio final de tramitação, mas não podem ser votadas porque, de acordo com as regras da deliberação remota, só podem ser apreciados projetos urgentes ou que tenham ligação com o combate à pandemia.

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Fonte poder360
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