Alvo de B.O., chefe de gabinete de Queiroga fala em ‘jargão religioso’

Mayra Pinheiro, a “Capitã Cloroquina”, afirma ter recebido ameaças por aplicativo de mensagens

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O chefe de gabinete do ministro da Saúde, João Lopes de Araújo Júnior, divulgou neste domingo (10.out.2021), por meio de sua equipe jurídica, uma nota à imprensa em resposta ao boletim de ocorrência registrado contra ele pela secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, por ameaça.

A defesa do chefe do gabinete, representada pelo escritório Anderson Gama Advocacia & Consultoria disse que “o Dr. João Lopes em nenhum momento efetuou qualquer tipo de ameaça contra a Sra Mayra Pinheiro”.

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Segundo o boletim, Mayra disse à polícia no dia 3 de outubro que recebeu, em 25 de setembro, uma série de mensagens do chefe de gabinete que acusavam ela e o ministro do Trabalho e Previdência Social, Onyx Lorenzoni, de articularem a demissão do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Na conversa, João disse que Mayra estava “cometendo um crime” e que ela não tinha “qualquer lealdade ao ministro”, em referência à Queiroga.

Ele afirmou também que sabia da ligação entre a secretária e Onyx Lorenzoni e que conhecia “todos os nomes envolvidos nessa tentativa de retirada do ministro”. Por fim, o chefe de gabinete disse para Mayra ter cuidado e “se preparar”, porque “vai ver a mão de Deus” sobre ela.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o caso foi encaminhado à PF (Polícia Federal) para apuração por envolver “servidores públicos federais e o possível crime de ameaça ter ocorrido em razão do exercício de suas funções”.

JARGÃO RELIGIOSO

A defesa do chefe de gabinete diz que “as supostas palavras apresentadas em parcos print’s de conversa privada, que se trata sobre “vai ver a mão de Deus sobre você” é um jargão religioso utilizado no âmbito da instituição evangélica frequentada por ambos”.

Descreve, ainda, sobre a relação do chefe de gabinete com a secretária. “Sempre tiveram uma relação fraternal a longa data, sendo ambos confidentes de segredos fraternais, frequentarem juntos a mesma instituição religiosa, saborearem na mesma cafeteria um lanche, sendo que, a conversa trocada entre ambas as partes sempre teve caráter íntimo e fraternal”. E, cita, que “algumas palavras sem contexto não podem servir como íntegra de texto”.

RACHA NA SAÚDE

A defesa declinou sobre um possível “racha” no Ministério da Saúde, além de falar sobre a suspensão do uso de máscara. Eis a íntegra do documento apresentado pela defesa (281 KB).

“Não há qualquer tipo de “racha” ou divisão interna na cúpula do Ministério da Saúde, pelo contrário, o Ministério da Saúde deve ser visto como UNO e sua equipe nunca esteve tão unida quanto este momento em prol da proteção da vida nacional e da saúde de todos, inclusive, com realizações de estudos científicos para analisar a possibilidade da suspensão do uso de máscaras em ambientes ao ar livre de forma segura e eficiente, tal qual, é o anseio do Presidente da República”, afirmou em trecho da nota.

MEDIDAS LEGAIS

Segundo o escritório de advocacia, “todas as medidas legais já estão sendo tomadas a assegurar a integridade moral” de João Lopes de Araújo Júnior.

Argumentou, citando a decisão da 3ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que decidiu, por unanimidade, que a divulgação de conversas de WhatsApp sem a autorização dos participantes é passível de indenização.

“Como se sabe, o STJ firmou entendimento de que efetuar divulgação de mensagem privada sem consentimento pode caracterizar como crime, além da possibilidade de ser ainda a Sra Mayra incutida nos crimes de falsidade ideológica, comunicação falsa de crime e/ou ainda denunciação caluniosa, no qual, será devidamente apurada pelas autoridades competentes e fora do âmbito político”, finalizou.

Fonte poder360
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