Oswaldo de Oliveira era o nome certo para o Fluminense… na década passada

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Na última terça-feira (20), o Fluminense anunciou a ​contratação de Oswaldo de Oliveira para assumir a comissão técnica no lugar de Fernando Diniz, demitido após a derrota por 1 a 0 para o CSA em pleno Maracanã. A escolha pelo veterano de 68 anos gerou grande debate nas mesas redondas e repercussão ainda maior entre os torcedores tricolores, em sua maioria ‘ressabiados’ com o direcionamento tomado pela diretoria do clube.

Oswaldo de Oliveira não foi o ‘plano A’ da alta cúpula tricolor, que consultou e esbarrou em negativas de Abel Braga e Dorival Júnior antes de fechar com o primeiro. Dentre todos os nomes especulados e sondados, só um aspecto em comum: o currículo extenso, já que a diretoria tinha como consenso a necessidade de buscar um nome de perfil mais ‘velha guarda’, calejado e vitorioso. Apesar deste ser um ponto de partida válido – especialmente ao olharmos a posição do ​Fluminense na tabela -, a decisão por Oswaldo é bastante problemática.

Em primeiro lugar, preocupa o fato de Oswaldo estar no outro extremo em ideias/filosofia de futebol em relação ao trabalho anterior, do revolucionário e ‘ofensivista’ Fernando Diniz. Optar por uma mudança tão brusca e agressiva de estilo com a temporada já rumando ao seu mês 9, com o clube mergulhado em uma crise esportiva grande, certamente não é o melhor caminho a ser tomado. A situação ainda se agrava se colocarmos a carreira de Oswaldo em perspectiva: seu último grande trabalho foi há seis anos, com o ​Botafogo (2012/13). Desde então, somou passagens nada inspiradas por Flamengo, Sport, Corinthians e Atlético-MG, sempre deixando o cargo após poucos meses de trabalho.

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Refém de suas próprias limitações financeiras e pressionado pelas portas fechadas junto aos seus planos A e B, o Fluminense acabou ficando de mãos atadas no escasso mercado de treinadores brasileiro, optando por um caminho paradoxal: extremamente arriscado por ser extremamente conservador. Se a ideia de Oswaldo de Oliveira for por desconstruir e não por aperfeiçoar o que ficou, o desfecho de 2019 poderá ser bem cruel para o Tricolor Carioca.

Fonte 90min
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