DO FUNDO DO BAU- RAUL SEIXAS

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O que falar desse bahiano maluco beleza, o grande mestre do rock Raul seixas,falar do grande Raul me remete a minha infância quando pela primeira vez vi ele num festival que era realizado na cidade de Iacanga no interior de são Paulo, uma espécie de woodstock tupiniquim levado pelo meu saudoso pai que era super fá de Raul  devia ter uns 5 ou 6 anos,e  a partir dai me tornei seu fá ,influenciado pelo meu pai, o tempo passou me mudo para são Paulo,e após uns anos me mudo para a rua Augusta na bela vista e para minha grata surpresa fico sabendo que o grande Raul mora por ali nas proximidades e que frequenta um bar chamado Poretas Bar, aonde passo a frequentar na esperança de um dia encontra-lo por la, e dia desses isso ocorre ,o pai do rock chega meio inchado  aproxima-se do balcão e pede um conhaque, meu Deus eu fico paralisado,sem saber o que fazer tomo coragem me aproximo dele e digo que sou seu fa e tal ele muito simpático me da atenção ae lhe conto do festival de iacanga a conversa flui,ele me diz sobre seu grande sonho  A SOCIEDADE ALTERNATIVA, que infelizmente não se concretizou em Sto André,de seu desejo de uma sociedade mais justa humana e baseada no amor,uma utopia que o velho Raul ainda mantinha em seus sonhos e que eu também mantenho vivo nos meus ,disse que estava meio cansado pois vinha fazendo uma turne de shows pelo Brasil  e que ia lançar um novo disco, pergunta se eu conheço Marcelo nova seu parceiro nessa turne, digo claro o cara do Camisa de Vénus , ele diz esse mesmo vamos lançar o disco PANELA DO DIABO,ae conversa segue ele tomando seus conhaqueS de repente pede ao bahia o atendente do bar ,o seu violão e começar a cantar alguns de seus sucessos, cara isso vai estar para sempre marcado em minha memoria eu um caipira do interior , sentado junto de Raul seixas tomando cachaça em plena rua Augusta, foi inesquecivel,comento com amigos que conheci Raul seixas, no bar  e  tal, ae alguns começao junto de mim a frequentar o tal bar, pois conforme me disse o bahia sempre que estava em Sampa Raul ia la tomar umas, o que felizmente ocorreu por diversas vezes, ate que em infelizmente ao chegar certo dia no bar o bahia me diz  cara você já ta sabendo o Raul morreu ,não acreditei não erra possível,mas infelizmente era verdade,e segundo o bahia estava  no Necrotério da Vila Alpina me dirijo para la e sou informado por um grupo de fãs  que la estava que ele já havia sido levado para o ANHEMBI,e fomos todos para la,dar nosso adeus ao grande MALUCO BELEZA,o local parecia mais um SHOW do Raul do que um velório pois havia varias rodas dos bicho grilo com violão tocando suas musicas, o clima apesar da tristeza era de uma certa alegria,nas filas para se despedir estavao vários artistas que faziao questão de aguardar ali como nos simples fãs , nada de privilegio por serem artistas,muito legal,da parte deles afinal erao todos fãs do PAI DO ROCK, de de repente um fã muito loco quebra o vidro da tampa do caixão,inicia-se um pequeno tumulto,ae chega ao local um viatura da funerária,estaciona próximo ao caixão e abre a tampa nos fãs achamos que iriao levar o corpo e imediatamente pegamos o macaco e a chave de rodas e tiramos uns dos pneus do carro,coisa de maluco mesmo, pois não queríamos que o grande Raul fosse levado assim num simples carro e sim no caminhão dos bombeiros, para as pessoas na rua poderem se despedir dele esclarecido o fato que na verdade o cara tava e trazendo a tampa nova que havia se quebrado as coisas se acalmarão,passamos a noite cantando e homenageando o grande Raul,depois consigo seguir junto do caminhão de bombeiros ate o aeroporto aonde o corpo foi levado para sua terra natal na bahia. e assim o grande MALUCO BELEZA sai da cena humana para entrar verdadeiramente em nossos corações e mentes. abaixo vocês irão ler algumas informações de sua biografia oficial,fotos de alguns álbuns e alguns videos e a ultima entrevista dele na tv no programa do jo,espero que se agradem e matem a saudades de nosso grande RAUL SEIXAS, e VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA,VIVA A VIDA.

Biografia

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Primeiros anos

Infância

“Quando eu era guri, lá na Bahia, música para mim era uma coisa secundária. O que me preocupava mesmo eram os problemas da vida e da morte, o problema do homem, de onde vim, para onde vou (…)”

—Raul Seixas

Raul Santos Seixas nasceu às 8 horas da manhã em 28 de Junho de 1945 numa família de classe média baiana que vivia na Avenida Sete de Setembro, Salvador.[8] Seu pai, Raul Varella Seixas, era engenheiro da estrada de ferro e sua mãe, Maria Eugênia Santos Seixas, se dedicava às atividades domésticas.[8] No próximo mês ele foi registrado no Cartório de Registro Civil de Salvador com o nome do pai e do avô paterno. Em 16 de setembro do mesmo ano, batizaram-no na Igreja Matriz da Boa Viagem.

Em 4 de dezembro de 1948, Raul Seixas ganhou um irmão, o único, Plínio Santos Seixas, com quem teria um bom relacionamento durante sua infância. Os estudos de Raul Seixas começaram em 1952, onde frequentou o curso primário estudando com a professora Sônia Bahia. Concluído o curso em 1956, fundou o Club dos Cigarros com alguns amigos. O trágico percurso escolar de Raul Seixas se iniciaria em 1957, quando ele ingressou no ginásio Colégio São Bento, onde foi reprovado na 2ª série por três anos. Um dos motivos da reprovação, segundo alguns biógrafos, é que ele, em vez de ir assistir as aulas, ouvia rock and roll — em seus primórdios — na loja Cantinho da Música. No mesmo ano, em 13 de Julho, Raul Seixas fundou o Elvis Rock Club com o amigo Waldir Serrão. Segundo a jornalista Ana Maria Bahiana, é através de Serrão que Raul Seixas começou a sair de casa e a manter uma vida social mais ampla. Segundo Raul, o encontro com Waldir foi fantástico: “me preparei todo, botei a gola pra cima, botei o topete, engomei o cabelo, e fiquei esperando ele, masclando chiclete”.O Elvis Rock Club era como uma gangue, que procurava brigas na rua, fazia arruaça, roubava bugigangas e quebrava vidraças. Embora Raul não gostasse muito disso, “ia na onda, pois o rock (pelo menos ao meu ver) tinha toda uma maneira de ser”.

Então, a família resolveu matricular Raul num colégio de padres, o Colégio Interno Marista, onde ele alcançou a 3ª série em 1960, mas acabou repetindo o estágio em 1961. Ao que tudo indica, nessa época Raul Seixas começou a se interessar pela leitura. O pai de Raul Seixas amava os livros e possuía uma vasta biblioteca em casa. Tão logo decifrou o mistério das letras, o garoto pôs-se a ler os volumes que encontrava na biblioteca do pai Raul. Sendo assim, as histórias que lia na biblioteca fermentavam sua imaginação e, com os cadernos do colégio, fazia desenhos, criava personagens, enredos, para depois vender ao irmão quatro anos mais novo, que acabava ficando interessado e comprava os esboços.Segundo Raul, um dos personagens principais dessas histórias era um cientista maluco chamado “Mêlo” (algo como “amalucado”), que viajava para diversos lugares imáginarios como o Nada, o Tudo, Vírgula Xis Ao Cubo, Oceanos de Cores.Segundo Raul, Melô era sua “outra parte, a que buscava as respostas, o eu fantástico, viajando fora da lógica em uma maquinazinha em que só cabia um só passageiro… Melô-eu.” Plínio ficava horas ouvindo o irmão contar suas histórias, dentro do quarto dos dois, e Raul frequentemente encenava os personagens como um ator.

Ambos os irmãos tinham algo em comum: adoravam literatura, mas odiavam a escola. Mais tarde, já maduro, Raul Seixas diria: “Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la.” De um modo ou de outro, Raul Seixas precisava frequentar a escola vez ou outra. Em uma determinada ocasião, o pai perguntou a Raul como ele ia na escola e pediu seu boletim. Raul mostrou um boletim falsificado, com todas as matérias resultando em um 10. O pai questionava se ele havia estudado, mas Maria Eugênia interrompia, dizendo algo como “Estudou nada, ficou aí ouvindo rock o tempo inteiro, essa porcaria desse béngue-béngue, de élvis préji, de líri ríchi e gritando essas maluquices.”Os pais de Raul, como toda a geração da época, estranhavam o rock e ele não era muito bem vindo entre as famílias.

Os Panteras

Raulzito e os Panteras (1968), o debute de Raul Seixas.Embora Raul mantivesse um gosto muito sincero pela música, seu sonho maior era ser escritor como Jorge Amado. Na sua cidade, escutavam Luís Gonzaga todos os dias, nas praças, nas casas, em todos os estabelecimentos. Enquanto isso Raul junta-se a cena do Rock que se formava em Salvador. “Em 54/55, ninguém sabia o que era rock. Eu tocava e me atirava no chão imitando Little Richard.” . Com o passar com tempo a banda que chegou a ter diversos nomes, como Relampagos do Rock, formadas então pelos irmãos Délcio e Thildo Gama, , passa por várias formações e em 1963, passa a se chamar The Panters, banda que agora já se tornara sensação de Salvador. A fama se espalha, e a banda é rebatizada pelo nome Os Panteras. Nessa época Raul casa-se com a americana Edith Wisner.

Em 1968, Raulzito e Os Panteras gravam seu primeiro e único Disco, Raulzito e Os Panteras. Assinando contrato com a gravadora Odeon, após encontrarem Chico Anísio e o rei Roberto Carlos, que os reconheceu nos corredores de uma grande gravadora.O Disco no entanto não teria sucesso de critica nem de público. Eládio Gilbraz, um dos panteras, diria: ” De um lado havia a inexperiência de quatro rapazes, recém-chegados da Bahia, falando em qualidade musical, agnoticismo, mudança de conceitos e sonhos. Do outro lado, uma multinacional que só falava em ‘comercial”. Talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara, mas nosso sonho era gravar um disco.

A partir daí, Raulzito e Os Panteras passariam sérias dificuldades no Rio de Janeiro. Raul morava em Ipanema, e ia a pé até o centro da cidade para tentar divulgar suas músicas, não obtendo sucesso.  Embora algumas vezes os Panteras recebiam ajuda de Jerry Adriani, tocando assim como banda de apoio para o mesmo, que segundo Raul o deu muita experiência e o ajudou a descobrir como se comunicar, segundo ele, suas “músicas eram muito herméticas”. . Raulzito passaria então fome no Rio de Janeiro  (como mais tarde escreveria em Ouro de Tolo).

Yê-yê-yê realista

Raul Seixas estava totalmente abalado pelo fracasso com Os Panteras, e a sua volta a Salvador. Escrevia ele: “Passava o dia inteiro trancado no quarto lendo filosofia, só com uma luz bem fraquinha, o que acabou me estragando a vista […] Eu comprei uma motocicleta e fazia loucuras pela rua.”  No entanto a sorte começaria a mudar, um dia, Raul conhece na Bahia um diretor da CBS Discos. Mais tarde ele convidaria Raul para ser produtor da gravadora. Sem pensar duas vezes, Raul faz as malas, junto a Edith, e volta para o Rio.

Raul volta ao Rio para usar seus enciclopédicos conhecimentos de música como produtor fonográfico. Nos cadernos de composições de Raul começaria a ser alimentada uma revolução.

Esta seria a segunda chance de Raul, apostando no talento do amigo, Jerry Adriani convence o então presidente da CBS, Evandro Ribeiro, a dar a Raulzito um emprego de produtor. Raulzito trabalhou anonimamente por um bom tempo.

Raul após ter entrado na CBS, fez grandes aliados e amigos. Ainda em 1968, a dupla Os Jovens e a banda The Sunshines apostaram em suas letras. No entanto, Raul faria um grande amigo e parceiro: Leno. Da dupla Leno e Lilian. “Raulzito sempre esteve 20 anos adiante de seu tempo e Leno o compreendia; na verdade, sempre houve uma grande admiração mútua”. Diria Arlindo Coutinho, da relações públicas da CBS. Em seu compacto duplo Papel Picado, lançado em 1969, Leno registrou Um Minuto Mais, versão de Raulzito para I Will (nada a ver com a canção de Paul McCartney). Também não se pode esquecer de Mauro Motta, outro grande parceiro de Raul nesta fase.

Jerry Adriani decide convocar Raulzito para ser o produtor de seus discos. No álbum de 1969, aproveitou para gravar uma de suas músicas, Tudo Que É Bom Dura Pouco. Naquela mesma época, outros ídolos da Jovem Guarda também apadrinharam Raulzito gravando suas letras como Ed Wilson, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Odair José.

1970 marcou o início de uma fase muito ativa na carreira de Raulzito, como produtor da CBS. Primeiramente, suas composições passaram a ser gravadas pelos artistas do cast da gravadora. Passou o ano produzindo discos para Tony & Frankye, Osvaldo Nunes, Jerry Adriani, Edy Star e Diana, além de escrever uma quantidade enorme de músicas para os colegas da gravadora. [25] Algumas de muito sucesso, como Doce doce amor (Jerry Adriani), Ainda queima a Esperança (Diana) e Se ainda existe amor (Balthazar). Raulzito nessa época passa a ter um bom emprego de respeitado produtor, que conseguira lançar suas composições como Hits na voz de outros cantoress e produzir grandes artistas. Mas Raulzito não se conformava apenas com isso, com o apoio de Sergio Sampaio, Raul passa cada vez mais a realimentar os sonhos de quando ainda morava em Salvador, que era ser um cantor.

Ao lado de Leno, Raulzito participa do Disco Vida e Obra de Johnny McCartney, disco solo de Leno, em que ambos buscam novos caminhos e experimentações. Juntos assinam letras e composições em parcerias. Foi o primeiro Lp gravado em oito canais no Brasil. . As letras do Disco foram censuradas, e o Disco não foi lançado na época. Outro projeto mal sucedido seria a Sociedade Gra Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez onde Raul Seixas deu inicio a produção de um projeto de ópera-rock, tendo as letras mutiladas pela censura do Regime Militar. O Sociedade Grã Ordem Kavernista era um disco Anarquico, inspirado em Frank Zappa e o então cultuado Disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles misturado a elementos brasileiros, como samba, chorinho, baião. O Movimento no entanto não dera certo.

Auge e queda

Krig-Ha, Bandolo (1973), primeiro disco de Raul com repercussão crítica e de público.No início dos anos 1970, Raul se interessou por um artigo sobre extraterrestres publicado na revista A Pomba e teve o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais tarde, se tornaria seu parceiro musical.

No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música “Ouro de Tolo” no álbum Krig-Ha, Bandolo, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do “Milagre Econômico”.

O mesmo LP também continha outras músicas que se tornaram grandes sucessos, como: “Metamorfose Ambulante, “Mosca na Sopa” e Al Capone.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor.[carece de fontes?] Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.

No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”. Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A Ditadura, então, através do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo. Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidos onde Raul Seixas teria supostamente se encontrado com John Lennon. No entanto, o seu LP Gita gravado poucos meses antes faz tanto sucesso, que ambos voltaram ao Brasil. O álbum Gita rendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias. Ainda neste ano, Raul separa-se de Edith, que vai para os Estados Unidos com a filha do casal, Simone.

Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP Novo Aeon, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, “Tente Outra Vez”. O LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias.

Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco Há Dez Mil Anos Atrás. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet.

Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como “Maluco Beleza” e “Sapato 36”; Mata Virgem, em 1978 e Por Quem Os Sinos Dobram, em 1979). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo (geralmente creditado como Cláudio Roberto), com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas.

A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas.[carece de fontes?] Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver.

No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.

Altos e baixos

No ano de 1980, assina novamente contrato com a CBS (desta vez como cantor) lançando mais um álbum, Abre-te Sésamo, que contém outros sucessos e têm as faixas “Rock das ‘Aranha'” e “Aluga-se” censuradas. Logo depois o contrato é rescindido.

Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

Em 1982 faz um show na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas. No mesmo ano, Raul apresenta-se bêbado em Caieiras, São Paulo, e é quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor.

Desde 1980 Raul estava sem gravadora e agora também sem perspectiva de um novo contrato. Mergulhado na depressão, Raul afunda-se nas drogas. Porém, em 1983, Raul é convidado para gravar um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois, Raul é convidado para gravar o especial infantil Plunct, Plact, Zuuum da Rede Globo, onde canta a música “Carimbador Maluco”. O álbum Raul Seixas (1983), que continha a canção, dá à Raul mais um disco de ouro. Em 1984 grava o LP “Metrô Linha 743” pela gravadora Som Livre. Mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco Ao Vivo – Único e Exclusivo.

Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show em 1 de dezembro 1985, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.

Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, devido ao alcoolismo de Raul. O disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no disco Duplo Sentido, da banda Camisa de Vênus).

Um ano mais tarde, 1988, já separado de Lena, faz seu último álbum solo, A Pedra do Gênesis.

A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.

No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.

“Canto Para Minha Morte”

Universo Alternativo – fantasia sobre o “Profeta” Raul Seixas.As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 19 de agosto de 1989.

Dois dias depois, na manhã do dia 21 de agosto, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama pela sua empregada Dalva, por volta das oito horas da manhã, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira.

Após a morte

Festival em Belo Horizonte, realizado em 2009 em homenagem a Raul Seixas. Dois participantes estão caracterizados segundo a fisionomia de Raul.Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 – Eldorado), Se o Rádio não Toca… (1994 – Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias (com uma versão ao vivo de “Rock das Aranhas”) de 1991 e Anarkilópolis (com “Cowboy Fora da Lei Nº2”) de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte.

Em 2004, o canal a cabo Multishow promoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso (Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos baianos, como Raul).

Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musical Mazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita “Gospel”, censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo.

Discografia
Álbuns de estúdio

1968 – Raulzito e os Panteras

1971 – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (Com Sérgio Sampaio, Míriam Batucada e Edy Star)

1973 – Krig-ha, Bandolo!!

1973 – Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock

1974 – Gita

1974 – O Rebu (Trilha sonora da novela de mesmo nome – contém músicas inéditas até então)

1975 – 20 Anos de Rock (Reedição de Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock)

1975 – Novo Aeon

1976 – Há 10 Mil Anos Atrás

1977 – O Dia Em Que a Terra Parou

1977 – Raul Rock Seixas

1978 – Mata Virgem

1979 – Por Quem Os Sinos Dobram

1980 – Abre-te Sésamo

1983 – Raul Seixas

1984 – Metrô Linha 743

1985 – 30 Anos de Rock (Reedição de Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock)

1985 – Let Me Sing My Rock And Roll (Coletânea lançada em tiragem limitada somente em LP)

1986 – Raul Rock Seixas Volume 2 (Coletânea com faixas inéditas)

1987 – Caroço de Manga (Reedição de Let Me Sing My Rock And Roll lançado em LP e CD)

1987 – Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!

1988 – A Pedra do Gênesis

1989 – A Panela do Diabo (Com Marcelo Nova)

Álbuns póstumos

1992 – O Baú do Raul

1998 – Documento

2005 – O Baú do Raul Revirado (CD com raridades vendido somente com o livro de mesmo nome)

2009 – 20 Anos sem Raul Seixas (Reedição de Documento com uma faixa inédita extra)

Coletâneas

1981 – O Melhor De Raul Seixas

1982 – A arte de Raul Seixas

1983 – O Pacote Fechado de Raul Seixas

1985 – Let Me Sing My Rock And Roll

1985 – Raul Seixas Rock

1986 – Caminhos

1986 – Raul Rock Seixas Volume 2

1987 – Caroço de Manga

1988 – Metamorfose Ambulante

1988 – O Segredo do Universo

1988 – Raul Seixas Para Sempre

1990 – Maluco Beleza

1991 – As Profecias (Contém uma faixa inédita)

1993 – Os Grandes Sucessos de Raul Seixas

1994 – Minha História

1995 – Geração Pop Vol.2: Raul Seixas

1996 – MPB Compositores 4: Raul Seixas

1998 – 20 Grandes Sucessos de Raul Seixas

1998 – Preferência Nacional

1998 – Música! O Melhor da Música de Raul Seixas

1999 – Millennium: Raul Seixas

2000 – Areia da Ampulheta

2000 – Enciclopedia Musical Brasileira

2001 – Warner 25 Anos: Raul Seixas

2002 – Série Identidade: Raul Seixas

2002 – Série Gold: Raul Seixas

2003 – Anarkilópolis (Contém uma faixa inédita)

2003 – Os Melhores do Maluco Beleza

2004 – Essential Brasil: Raul Seixas

2005 – Novo Millennium: Raul Seixas

2005 – Série Bis: Raul Seixas

2006 – Warner 30 Anos: Raul Seixas

2008 – Sem Limite: Raul Seixas

Álbuns ao vivo

1984 – Ao Vivo – Único e Exclusivo

1991 – Eu, Raul Seixas (Show na Praia do Gonzaga, Santos, 1982)

1993 – Raul Vivo (Reedição de Ao Vivo – Único e Exclusivo com faixas extras)

1994 – Se o Rádio Não Toca… (Show em Brasília, 1974)

Caixas

1995 – Série Grandes Nomes: Raul (Caixa com 4 CDs e livreto ilustrado)

2002 – Maluco Beleza (Caixa com 6 CDs e livro ilustrado)

2009 – 10.000 Anos à Frente (Reedição da caixa Maluco Beleza)

[editar] Trilhas sonoras

1973 – A Volta de Beto Rockfeller

1973 – Rosa dos Ventos

1974 – O Rebu

1983 – Plunct, Plact, Zuuum

1984 – Plunct, Plact, Zuuum II

2002 – Cidade de Deus

2009 – Viver a Vida

FILME-
Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio é um filme brasileiro de 2010 dirigido por Walter Carvalho e produção de Denis Feijão, com roteiro de Leonardo Gudel baseado na vida e obra do cantor Raul Seixas.

A estreia está prevista para 2010.

Sinopse

Documentário sobre vida e obra do maior ícone do rock brasileiro, desvendando suas diversas facetas, suas parcerias com Paulo Coelho, seus casamentos e seus fãs, que ele continua a mobilizar 20 anos depois de sua morte.[1] será lançado na verdade em 2011 no 1° trimestre

Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio

Brasil

2010 • Cor •

Produção

Direção Walter Carvalho

Co-direção Evaldo Mocarzel

Produção Denis Feijão

Co-produção Globo Filmes/TV Cultura – Fundação Padre Anchieta

Produção executiva Denis Feijão

Roteiro Leonardo Gudel

Género Biográfico

Idioma original Português

Diretor de fotografia Lula Carvalho

Distribuição Paramount

Lançamento 2010

CAPAS DE ALGUNS DISCOS

 

 

 

 

 

 

ALGUMAS FRASES E PENSAMENTOS DO MALUCO BELEZA

A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal.

A desobediência é uma virtude necessária à criatividade.

A formiga só trabalha porque não consegue cantar.

A justiça que você procura é sua força de achá-la.

A lei do forte, esta é a nossa lei e a alegria do mundo.

A verdadeira resposta que eu tenho do público é uma só: o medo. Todos estão com medo de tudo e até de mim. Quando eu chego perto das pessoas, elas se calam. Quando eu encaro alguém na platéia, eles viram a cara.

Amo a guerra, adoro o fogo, elemento natural do jogo, senhores: Jamais me revelarei.

Do materialismo ao espiritualismo é uma simples questão de esperar esgotarem-se os limites do primeiro.

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Hei, Jesus Cristo, o melhor que você faz é deixar o pai de lado e fogir pra morrer em paz

Já me borrei de tanto rir de ver o infinito sendo explicado. Se sendo é um verbo, prefiro ficar sendo calado.

Meu egoísmo é tão egoísta que o auge do meu egoísmo é querer ajudar

Minha espada é a guitarra na mão

Ninguém aqui quer chegar a uma verdade absoluta e impô-la. Apenas se quer abrir as portas. Para as verdades individuais.

Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida.

Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la!

Não existe Deus senão o homem.
(
O homem é o único ser que tem o poder de modificar as coisas.

O serviço militar obrigatório é o último estágio de violência que o governo utiliza para manter íntegra a estrutura do poder e é o limite extremo a que pode chegar a submissão humana.

Para todo pecado sempre existe perdão.

Quando se quer entrar num buraco de rato, de rato você tem que transar

Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo

Que o mel é doce, é coisa de que me nego a afirmar, mas que parece doce, eu afirmo plenamente

Quero a certeza dos loucos que brilham. Pois se o louco persistir na sua loucura, acabará sábio

Rock´n Roll não se aprende nem se ensina

Sou tão bom ator que me finjo de compositor e poeta e todo mundo acredita.

Tem gente que passa a vida inteira travando a inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que está o coringa do baralho

Todos os partidos são variantes do absolutismo. Não fundaremos mais partidos; o Estado é seu estado de espírito.

Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade.

Vida: alguma coisa acontece. Morte: alguma coisa pode acontecer.

Viva a Sociedade Alternativa! A lei do forte, esta é a nossa lei e a alegria do mundo

A verdadeira resposta que eu tenho do público é uma só: o medo. Todos estão com medo de tudo e até de mim. Quando eu chego perto das pessoas, elas se calam. Quando eu encaro alguém na platéia, eles viram a cara.

Depois da Tropicália é possível alguém chegar pra você e dizer que música é uma coisa muito séria? Essa história de procurar raízes é uma bobagem. As únicas raízes que eu conheço são de amendoim e mandioca.

Eu conheci o Paulo na barra da Tijuca, num dia que tava lá. Às cinco horas da tarde eu tava lá meditando. Paulo também tava meditando, mas eu não o conhecia. Foi o dia que nós vimos disco voador.

Eu sou Egoísta. Eu acho que o individualismo é muito mais sincero do que as preocupações com a coletividade. Não existe outro Deus senão o próprio homem. Se eu descobrisse que era bicha, ia sair por aí transando com todo mundo na maior e ia ser o maior barato.

Já me borrei de tanto rir ouvindo o infinito sendo explicado. Se sendo é um verbo prefiro ficar sendo calado.

Minha infância foi formada por, vamos dizer, um pessimismo incrível, de Augusto dos Anjos, de Kafka, Schopenhauer.

Ninguém aqui quer chegar a uma verdade absoluta e impô-la. Apenas se quer abrir as portas. Para as verdades individuais.

Tá todo mundo estereotipado. Por isso é que eu faço questão de dizer que eu não sou da turma pop, que eu não tô comendo alpiste pop. Eu sei lá, eu acho que tá todo mundo de cabeça baixa, tá todo mundo schopenhauer, todo mundo num pessimismo incrível. Essa geração audiovisual, e digo isso muito maldosamente, eu chamo eles de audiovisuaizinhos.

A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal

A desobediência é uma virtude necessária à criatividade.

A justiça que você procura é sua força de achá-la.

da Terra.Ninguem tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender.

Ninguém morre. As pessoas despertam do sonho da vida.

Fonte kuruferrari
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