Preço do arroz sobe e pode chegar a R$ 41 nos supermercados de Palmas

No início do ano passado, o arroz de 5 quilos, era vendido por cerca de R$ 15. Economista disse que alta do dólar e de insumos contribuíram para elevação do preço do produto.

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O arroz, que não pode faltar na mesa de muitos tocantinenses, está com o preço nas alturas. Nos supermercados de Palmas, o valor do produto subiu e um pacote de 5 quilos pode chegar a R$ 41,39, dependendo do tipo e da marca.

No início do ano passado, o arroz de 5 quilos, era vendido por cerca de R$ 15. Vários fatores causam o aumento do produto.

“A queda da safra em alguns tradicionais exportadores no mundo, singularmente, na Ásia. O dólar também teve uma variação bastante positiva, encareceram-se os insumos e com isso, o preço aqui no país, também disparou”, avaliou o economista Waldecy Rodrigues.

Mesmo achando caro, a dona de casa Kelly Cristina não abre mão do queridinho do brasileiro. “Tem coisas muito mais caras e desnecessárias, que as pessoas consomem. Mas o arroz não pode faltar na nossa mesa”.

Já a diarista Anália Sousa pesquisa para encontrar o melhor preço. No início, precisou reduzir a quantidade de arroz consumido, mas agora começa a substituir o produto. “Ficar sem, não tem jeito. Mas a gente tem que mudar os hábitos, diminuir um pouco a quantidade para ver se a gente consegue chegar até o final do mês de novo”.

Donos de restaurantes que trabalham com o produto o tempo todo sentem ainda mais esse aumento. O estabelecimento da Leydiane Lima usa mil quilo do produto todo mês. O aumento precisou ser repassado ao consumidor.

“A gente ainda demorou fazer o reajuste, teve épocas do arroz chegar a quase R$ 30, o pacote de 5 quilos. Mas, teve que passar para os nossos clientes”.

Em um supermercado da região norte de Palmas, o gerente Rone Paulo afirma que o preço alto fez cair a venda do produto. “A gente fez análise recentemente, nós reduzimos mais de 18% em quantidades vendidas. A elevação do preço faz cair a venda”.

O economista Waldecy explica que a queda no preço depende de muitas variáveis. “Se houver no mercado internacional, uma certa recuperação em relação a oferta em outros países, há essa tendência [de queda]. Mas, temos que aguardar para ver as variáveis em ação”.

Fonte globo
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