Governo espera fazer leilão de Porto de Santos no final de dezembro

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O governo federal espera realizar na segunda quinzena de dezembro o leilão da concessão do Porto de Santos, o mais movimentado da América Latina, disse o secretário-executivo do Ministério de Infraestrutura, Bruno Eustáquio, nesta terça-feira. Segundo ele, há mais de 20 potenciais interessados no certame.

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Nos próximos dias, Eustáquio tem agendas com 23 investidores que estão de olho na concessão, afirmou durante evento do setor de petróleo e gás no Rio de Janeiro. O perfil dos interessados é diversificado, disse.

“Está caminhando (o leilão). A parte final da documentação foi encaminhada ao TCU (Tribunal de Contas da União)…e a previsão é que tenhamos a licitação mais para o fim do ano”, disse ele a jornalistas.

Esta semana o secretário vai captar avaliações de interessados sobre questões que incluem modelo de acionista e de concessão do porto.

“A gente espera muita competição nesse processo de alienação das ações da autoridade portuária combinado com o contrato de concessão. Temos sido procurados por inúmeros agentes nacionais e estrangeiros e o apetite é grande” entre potenciais interessados, disse Eustáquio.

“Tem de tudo: empresa de logística, fundo, banco, empresas do próprio porto de Santos. A gente quer conhecer um pouco o perfil do investidor para ver como o projeto pode ser ajustado para buscar a maior competitividade ali”, acrescentou.

Pelo modelo de concessão encaminhado ao TCU, o governo federal propõe a venda da participação acionária da autoridade portuária de Santos e entrega um novo contrato de concessão de 35 anos com direito a uma extensão de cinco anos.

“Temos trabalho com o TCU e vamos ouvir o mercado, mas a espinha dorsal está bem ancorada no modelo da Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo) que já foi privatizada”, disse ele.

O leilão da Codesa, o primeiro de uma operadora portuária na história do país, aconteceu no final de março e foi vencido por um fundo da Quadra Capital, que ofertou outorga de 106 milhões de reais ante lance mínimo de 1 real.

O objetivo principal da concessão de Santos, de acordo com Eustáquio, é “abrir o porto” para mais diversas vocações, ampliar as instalações e otimizar a logística de acesso e interna.

“É a nossa joia da coroa”, disse ele se referindo ao programa de privatizações do governo federal, que este ano já contou com a sétima rodada de aeroportos em agosto. A rodada incluiu o terminal paulista de Congonhas, que, apesar das expectativas, acabou recebendo interesse apenas da espanhola Aena, que saiu vitoriosa no leilão.

Fonte istoe
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