Anderson Torres diz ao STF que ‘jamais questionou resultado de eleição’ e se defende

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Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não questionou o resultado das eleições e que não possui parte em uma “guerra ideológica” no Brasil. As declarações foram feitas no dia 14 de janeiro, depois de ser preso pela Polícia Federal (PF).

 

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O ex-ministro bolsonarista foi preso após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão foi tomada após os atos de vandalismo praticados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, em 8 de janeiro. Torres, na condição de secretário de segurança, foi acusado de omissão.

“O Ministério de Justiça e Segurança Pública foi o primeiro ministério a entregar os relatórios da transição. Eu jamais questionei resultado de eleição, não tem uma manifestação minha nesse sentido, eu fui o primeiro ministro a entregar os relatórios”, afirmou Torres.

“Isso foi um tiro de canhão no meu peito, no segundo dia de férias, acontece esse crime horrendo em Brasília e esse atentado contra o país e eu fui responsabilizado por isso. Eu jamais daria condições de isso ocorrer, eu sou profissional, sou técnico e jamais faria isso. Do jeito que saí, o que deixei assinado, eu deixei tranquilo, porque nem se caísse uma bomba em Brasília teria ocorrido o que ocorreu”, seguiu.

Anderson ainda disse ter um perfil técnico e equilibrado, que fez grandes serviços quando foi ministro de Bolsonaro e citou uma guerra ideológica no governo. “Essa guerra que se criou no país, essa confusão entre os Poderes, essa guerra ideológica, eu não pertenço a isso, eu sou um cidadão equilibrado e essa conta eu não devo”, afirmou.

Recentemente, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Torres e encontrou uma minuta de teor golpista, que visava instaurar estado de defesa e mudou o resultado das últimas eleições.

Fonte istoe
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